segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O fim

Tudo começara com uma manhã de sexta feira normal, nem tão normal para o que iria acontecer depois, mas comum.
Sempre aqueles sorrisos falsos, desejos periodicos e despedidas futeis.
Mas naquela tarde ela havia decidido fazer o que tanto demorou a fazer, fugiu da realidade, e se sustentou em algo irreal.
Foi bom enquanto durou, até chegar na manha seguinte, e sentir o mar desmoronando em cima dela.
Com certas inapropriadas palavras ela afirmou, que o que aconteceu foi algo solitario. Como um fantoche aguentou os tapas e socos, mas de certa forma apenas seguiu com aquilo, abaixou a cabeça e ouviu todas as palavras que falavam,
Foi como um filme em camera lenta, as vozes me atordoavam de forma que eu apenas balançava a cabeça, sinto dizer, que ela estava fria naquela hora.
Sabia que algo iria acontecer, mas que não teria um sorriso em seu rosto. Eram gritos socos e tapas naquela tarde, os olhares para ela vazios como uma casca, essa teria sido a pior parte, pessoas preocupadas de forma vazia, eram atores.
Até chegar em casa, ao sentar-se na cama ouviu todos falando, ela queria durmi. Até chegar seu avó, aquele no qual ela ve como pai, heroi amigo, ele disse "eu não tenho nada haver com isso", ela poderia ter escutado absolutamente tudo, mas isso foi a forma demostrativa de dizer que não me via como filha ou como parte da minha familia. então onde eu me encaixo?

Terei certeza que a felicidade nunca vira até mim, a cruz que carrego representa o desprezo e a magoa, e a unica felicidade que eu tinha foi passageira, o meu redor é feito de ilusões e fantoches, só queria aquele sentimento que havia visto uma vez a tempos atras. ):

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